sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Revisão anatômica sistema nervoso.



   O sistema nervoso é dividido em duas porções: sistema nervoso central e sistema nervoso periférico consistem em subdivisões sendo elas.

Sistema nervoso central

·         Encéfalo
1.    Cérebro (diencéfalo, Telê encéfalo).
2.    Cerebelo
3.    Tronco cerebral (bulbo, ponte, mesencéfalo)

·         Medula espinhal.

 Sistema nervoso periférico.

·         Nervos cranianos
·         Nervos espinhais (raquídeos)
·         Sistema nervoso autônomo.
                                                  

    As propriedades essenciais do nervo são a excitabilidade e a condutibilidade dos estímulos e das respostas. A excitabilidade é a capacidade do nervo de entrar em atividade sob a ação dos estímulos ou excitantes, os quais podem ser de diferentes naturezas: térmica, elétrica, mecânica etc.                       
    O sistema nervoso, quando afetado nas suas estruturas funcionais, podem se manifestar, por exemplo, das seguintes maneiras.
1.    Exagerando as funções motoras ou sensitivo-sensoriais.
2.    Debilitando ou suprimindo suas funções (inibição ou supressão funcional).
   De acordo com os estudos os fatores que incidem fundamentalmente sobre o sistema nervoso, provocando os fenômenos de excitação, inibição ou supressão, conforme o grau de comprometimento, fala-se em paresia ou em paralisia.
   O termo paralisia se refere a perda da capacidade de contração muscular voluntária, opor interrupção funcional ou orgânica em um ponto qualquer da via motora, que por ir do córtex cerebral até o próprio musculo. A paralisia acontece quando todo movimento é impossível.

2.1 Fatores de excitação, inibição ou supressão no funcionamento do sistema nervoso.

1.    Traumáticos
2.    Lesões vasculares
3.    Lesões infecciosas
4.    Localizações parasitárias
5.    Degenerações
6.    Intoxicações
7.    Tumores
8.    Congênitos
9.    Perturbações metabólicas
10. Fatores físicos e eventualmente alérgicos
11. Fatores psíquicos

   A paresia acontece quando o movimento está apenas limitado ou fraco. O termo paresia vem do grego paresis que significa relaxação, debilidade. A relação de paresia está relacionado a perda de força muscular, precisão do movimento amplitude do movimento, e a resistência muscular localizada. Com isso se fala conforme o caso, por exemplo, em paraparesia ou tetraparesia ou paraplegia ou em tetraplegia.

   A coluna vertebral serve como duto e proteção da medula espinhal e está dividida em medula cervical, dorsal (toraxica),  lombar e cauda equina (sacral) .

2.2 Estrutura neurológica da medula espinhal.

·         8 pares de nervos cervicais
·         12 pares de nervos dorsais (toraxicos)
·         5 pares de nervos lombares
·         5 pares de nervos sacros
·         1 par de nervos coccígeos

   Os nervos espinhais ou nervos raquídeos se constituem de duas raízes (uma anterior e outra posterior), a união de ambas forma um tronco, contudo, a raiz anterior tem a função motora e a raiz posterior tem a função sensorial, o tronco transmite impulsos sensoriais e motores, no entanto, cada nervo espinhal tem uma terceira raiz que neste caso é a raiz simpática com funções ligada ao sistema vegetativo.
   A estrutura neurológica da medula espinhal faz dela um importante condutor e transmissor de estimulossensitivos, além de ser receptor de estímulos motores. Ela se constitui, na verdade, num centro nervoso, já que ela também são elaborados vários atos reflexos, que asseguram o tônus muscular, o trofismo, controles de esfíncteres (vesical e retal) as funções genitais e as funções simpáticas (vasomotoras, relação térmica,etc.).
   As lesões que afetam exclusivamente as vertebras da coluna podem não trazer comprometimento dignos de nota, normalmente pelo fato de a medula espinhal estar contida nas vertebras, esse tipo de lesão afeta também a medula. Neste caso comprometimento de varias funções orgânicas, podem ocorrer são elas: alterações ou perda sensibilidade, bem como a motricidade dos membros, disfunções vegetativas, e redução do volume respiratório (caso de lesões altas).
   Na medula cervical os neurônios motores da porção externa das pontas anteriores inervam a mãos e braços, enquanto as colunas de localização interna são responsáveis pelos músculos do pescoço e do tórax. As lesões deste segmento comprometem funções como a preensão das mãos, flexão e extensão do cúbito, elevação dos braços e estabilidade do tronco.
   Na medula lombar os neurônios responsáveis pela inervação dos pés e dos membros inferiores ocupam a parte externa das pontas anteriores, enquanto os neurônios destinados à inervação do tronco se localizam na parte interna das pontas. O neuritos, ou axônios que derivam das células das pontas anteriores, emergem pela face anterior da medula, formando os filamentos radiculares, os quais se juntam em níveis segmentares para formar as raízes anteriores. Cada raiz anterior se une a raiz posterior, logo abaixo do gânglio espinhal. Portanto, cada segmento corporal tem o seu par de nervos espinhais. Estes nervos contem não apenas fibras sensitivas (somáticas) aferentes a fibras motoras eferentes, mas também as fibras eferentes do sistema nervoso autônomo, que se originam nas pontas laterais da substancia cinzenta da medula, assim como as fibras aferentes do sistema autônomo.
   As células motoras das hastes anteriores da medula espinhal se ligam a todas as fibras da via piramidal. O neurônio motor piramidal é responsável pelos reflexos movimentos voluntário, sendo que o neurônio motos periférico é totalmente controlado as ordens que recebe. As lesões no neurônio motor periférico o impediram de cumprir as ordens que receber, seja elas cinética ou estática.

2.3 Funções musculares inervação.

Função
Músculos
Inervação
Respiração
Diafragma intercostais externos e internos, etc.
C3 – C5
T1 – T11

   As lesões transversais completas acima de C3 provocam a morte por parada respiratória já que paralisam o nervo frênico.
   A limitação funcional do diafragma e demais músculos respiratórios, provocada por exemplo, lesões de C4 a T2, implica redução respiratório, com consequentemente comprometendo o rendimento desportivo.
As lesões medulares abaixo de T2, não implicam em redução do volume respiratório.

Função
Músculos
Inervação
Flexão do quadril posição sentado.
Sartório
Tensor da facia lata
Iliopsoas,  etc
L2-L3
L4-S1
L2-L3

  A ação proposta foi realizada no plano sagital, sendo caracterizada pelo movimento do tronco para frente e para baixo (inclinação anterior do tronco), faz necessária para pegar algum objeto a frente da cadeira de rodas.
Em algumas posições do quadril, a linha de tração de um musculo pode mudar tão bruscamente... que ao realizar o movimento ativam músculos antagonistas.
Em tetraplégicos quando sentados, possibilidade de realizar flexão cervical e ligeira flexão dorsal da coluna, sem que sejam capazes de efetuar flexão do quadril.

Função
Músculos
Inervação
  Extensão do quadril na posição sentado.
  Estando sentado na cadeira de rodas com o tronco e pélvis em inclinação anterior, os extensores do quadril permitem o retorno à posição ereta.
  Esta ação no desporto frequentemente é realizada concomitantemente à extensão do tronco.
Isquiostibiais (bíceps femural, semitendinoso, semimembranoso), glúteo máximo, adutor magno, etc.

Sacroespinhal(longo do dorso e iliocostal), grande dorsal,
 trapézio.
L5-S2
L5-S2
L5-S2
L5-S2
L3-L5

T1-S3

C6-C8
C3-C4

Função
Músculos
Inervação
Inclinação lateral do tronco
Quadrado lombar
Obliquo externo do abdome
Obliquo interno do abdome
T12-L1
T7-T12

T7-L1

   O movimento de inclinação lateral da coluna ocorre no plano frontal. Os músculos quadrado lombar, oblíquos externo e interno do abdome, entre outros, viabilizam esta ação.
   Em casos  de lesões que impeçam ou dificultem o equilíbrio sentado nas ações de inclinação lateral, o movimento pode se compensar no aro de propulsão do lado contrário ao da inclinação lateral, na haste lateral do encosto da cadeira ou na manopla, usando-se os dedos, garra ou o pulso, os atletas são capazes de executar abdução do quadril utilizam do lado contrário ao da inclinação lateral, para assegurar melhor equilíbrio sentado, quando recolhem objetos no chão.

Função
Músculos
Inervação
Rotação do tronco na posição sentado
Obliquo externo do abdome
Obliquo interno do abdome
T5-T12

T7-T12

   Denomina rotação de tronco ao movimento e à posição final em que a cintura escapular gira em torno de um eixo vertical, estando fixa a cintura pélvica, já que o individuo está sentado.
Os movimentos de rotação do tronco frequentemente são realizados em situações de recepção e passe no basquete sobre rodas. Nos casos de paraplegia, dependendo de seu nível, pode haver limitação funcional ou nenhum comprometimento da rotação do tronco.

 Função
Músculos
Inervação
Equilibrio do tronco.
Os músculos que rodeiam a coluna vertebral e que estão localizados próximos a ela oferecem um suporte flexível a coluna ereta e agem para estabilizar suas partes entre si e no equilibrio do tronco como um todo em relação a pélvis. Nesta ação, eles são auxiliados pelo musculo abdominais e intercostais, que agem indiretamente sobre a coluna.
Psoas maior
Reto abdominal
Obliquo externo
Obliquo interno
Intercostais
Transverso do abdome
Quadrado lombar
Entre outros
L2-L3
T7-T12
T7-T12
T7-L1
T1-T11
T7-L1
T12-L3


   O comprometimento do equilibrio do tronco ocorre nas lesões medulares altas, o equilibrio ocorre com auxilio de um dos braços apoiando na coxa. Caso o lesionado pegue um objeto, ele utiliza esse tipo de apoio.

Função
Músculos
Inervação
Flexão do ombro.
Fala-se em flexão do ombro quando o braço é elevado anteriormente no plano sargital
Deltoide
Peitoral maior
Bíceps braquial
coracobraquial
C5-C6
C5-T1
C5-C6
C6-C7

   O movimento de flexão do ombro se inicia na posição ao longo do corpo, podendo se estender até a  vertical acima da cabeça.
   O musculo deltoide sobre sai como a maior importância no movimento de flexão do ombro. Deve-se ressaltar que sua inervação mais elevada (C5-C6), permite muitos tetraplégicos, que possuam lesão abaixo dessa inervação, a prevenção na flexão do ombro, de suma importância na vida diária.

Função
Músculos
Inervação
Extensão do ombro.
A extensão do ombro inicia quando o braço é abaixado anteriormente, a partir da posição acima da cabeça ou elevada contra resistência. 
Peitoral maior
Deltoide
Grande dorsal
Redondo maior
Redondo menor
C5-T1
C5-C6
C6-C8
C5-C6

   A extensão do ombro ocorre, por exemplo, na locomoção de muletas ( técnica pendular).
 
Função
Músculos
Inervação
Abdução do ombro.
A abdução do ombro inicia ao movimento, executando no plano frontal, em que o membro superior se afasta do tronco.
Deltoide
Supra espinhoso.
Trapézio.
C5-C6
C5-C6
C3-C4


Figura 1.1
Figura 1.2


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