sábado, 19 de janeiro de 2013

Doença cardiovascular na mulher.



   As doenças cardiovasculares (DCV) doença coronária e o acidente vascular cerebral são os principais problemas de saúde pública em todos os países do mundo. Nos países desenvolvidos, as DCV contribuem em aproximadamente metade dos óbitos, apesar do declínio na mortalidade observada nas últimas três décadas. Nos países em desenvolvimento, uma verdadeira epidemia de doença coronária (DC) e de acidente vascular cerebral (AVC), vem se associando ao presente impacto das doenças infecciosas, prevendo-se que pelo ano 2020, as DCV devem ser as mais prevalentes.

   A mortalidade por AVC é praticamente entre homens e mulheres, embora estas por uma expectativa de vida maior venha a ter uma prevalência na terceira idade. Em consequência de tais fatos, em alguns países o número de mortes por DCV em mulheres é similar à dos homens.

  A mortalidade por DCV em mulheres é apenas um indicador de impacto em suas vidas. A incapacidade de retorno ao trabalho, gerando ansiedade, depressão, além de um receio de que um novo episódio de infarto do miocárdio (IM) ou derrame cerebral, possa vir a tornar impossível um retorno às tarefas habituais e a consequente queda na qualidade de vida. Aliás, os países de todo o mundo, vem pagando um preço elevado pelo crescimento destes problemas de saúde, seja na assistência médica, ou na perda da produtividade , elevando os custos na assistência médica e previdência, além daqueles relacionados com os fatores sociais.


   A alta prevalência dos fatores de risco (FR) entre os jovens e pessoas de media idade, combinados com o envelhecimento populacional, sinaliza para o estabelecimento de medidas efetivas de prevenção e controle das DCV, como uma questão prioritária em saúde pública.

   A DC afeta as mulheres aproxidamente 10 anos após os homens, possivelmente pelo efeito protetor dos hormônios estrogênicos, antes do inicio da menopausa. A mortalidade por AVC é maior entre as mulheres, particularmente na terceira idade. Por outro lado, as mulheres, de um modo geral, apresentam uma possibilidade maior de vir a falecer após um episódio de infarto do miocárdio e as sobreviventes tem uma tendência maior a um reinfarto, desenvolver insuficiência cardíaca ou morte súbita. Os fatores de risco (FR) podem afetar as mulheres diferentemente do que nos homens. Por exemplo, a diabetes apresenta um risco maior de DC e AVC no sexo feminino, em relação ao sexo masculino. Níveis elevados de triglicérides são um FR independente e que pode prever as DCV nas mulheres, com mais probabilidade do que o próprio LDL colesterol, também chamado de colesterol mau.

   Alguns FR adicionais são próprios das mulheres, como o uso dos anticoncepcionais, particularmente para os casos de AVC, a diabetes da gestação, hipertensão arterial, disfunção tireoidiana, entre outros. A fibrilação atrial, uma arritmia cardíaca, quando presente é um importante risco para o AVC, especialmente em mulheres idosas. Ainda que no passado, o tabagismo fosse um risco menor para as mulheres, o risco hoje é similar à dos homens nos países desenvolvidos. E, eventualmente, maior entre as mulheres jovens nos paises em desenvolvimento, em consequência do progresso de urbanização e globalização, além de maior publicidade dirigida aos jovens pela indústria, como se verifica hoje na Índia, na China e no Brasil. Com relação ao diagnóstico, existe também uma dificuldade em se identificar uma dor cardíaca não coronária, mas frequentes entre as mulheres, daquela que indica a presença da dor coronária, representada pela angina do peito.

As mulheres têm artérias coronárias menores e mais estreitas, que são mais vaso reativas do que nos homens - fatores que influenciam o impacto da medicação vasodilatadora. Outras controvérsias é o uso da reposição hormonal com estrógenos, após a menopausa. Os homens apresentam menor incidência de AVC que as mulheres e aquelas que sobrevivem aos episódios agudos, têm uma tendência em viver sós, devido à sua maior expectativa de vida, implicando na necessidade de ações sociais e programas de apoio. 

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

O que é Maltodextrina?


Maltodextrina

Definição e classificação dos carboidratos

Os carboidratos podem ser classificados em dois grupos: simples (monossacarídeos e dissacarídeos) e complexos (polissacarídeos). Os monossacarídeos são a frutose, glicose e galactose e não necessitam passar por processos de digestão, pois já estão na forme de absorção. Os dissacarídeos são a sacarose (glicose + frutose), lactose (glicose + galactose) e maltose (glicose + glicose). Após sofrerem a hidrólise por ação enzimática, se transformam em monossacarídeos. Os polissacarídeos são o amido, celulose e glicogênio. Durante a digestão do amido, que ocorre principalmente na boca pela amilase salivar, e no intestino pela amilase pancreática, ele se transforma em um polissacarídeo intermediário (dextrina) e em seguida em maltose (dissacarídeo).

Definição da maltodextrina

A maltodextrina é um carboidrato complexo de absorção gradativa, resultado da união da maltose com a dextrina, e é rapidamente absorvido pelo organismo.

Possíveis efeitos da maltodextrina

O uso desse suplemento pode evitar a depleção de glicogênio muscular em atividades aeróbicas intensas, adiando o início da fadiga muscular. Além disso, auxilia no aumento dos estoques de glicogênio muscular.
Um estudo em que foi realizada a comparação da frutose com a maltodextrina, para observar os possíveis efeitos ergogênicos, constatou-se que a maltodextrina tem maior poder de repor o glicogênio muscular do que a frutose, sendo assim o carboidrato mais indicado para evitar fadiga muscular.

Utilização da maltodextrina

Pesquisas indicam que esse suplemento deve ser consumido cerca de 30 minutos antes da atividade física aeróbica, durante a atividade física de longa duração e logo após a atividade física de endurance e hipertrofia muscular. Todavia, o uso desse suplemento ainda é controverso por praticantes de endurance, por falta de comprovação científica. Com relação a quantidade a ser consumida, muitos seguem o descrito nas embalagens comercializadas, porém, o ideal é consumir de acordo com seu peso e característica da atividade.

AERÓBICO:

Antes: o ideal é diluir 0,3/kg peso em 100 ml de água. Nesse caso, se for um indivíduo de 70 kg, deve ingerir cerca de 20 g do produto, o que equivale a 2 colheres de sopa niveladas. Durante: Se a atividade for ultrapassar 90 minutos, o ideal é tomar 0,3/kg peso em 100ml de água na metade da atividade. Depois: Se o indivíduo sentir sintomas de cansaço, sonolência e desânimo após as atividades, pode consumir 0,6/kg peso em 200ml de água.

ANAERÓBIO:

Antes: o ideal é diluir 0,4/kg peso em 200 ml de água. Nesse caso, se for um indivíduo de 70 kg, deve ingerir cerca de 30 g do produto, o que equivale a 3 colheres de sopa niveladas. Durante: Não é indicado seu consumo. Depois: Para auxiliar no desenvolvimento de massa muscular, pode consumir 0,6/kg
peso em 200ml de água. 


Valor energético

100 gramas de maltodextrina fornecem 350 calorias. Obviamente não possui outros macronutrientes, como proteínas e lipídeos.

Contra-indicação

O uso desse suplemento em diabéticos, indivíduos cujo triglicérides é elevado, gestantes, lactantes, idosos, crianças e portadores de qualquer patologia deve ser feito sob orientação de nutricionista e/ou médico. 

Efeitos colaterais do consumo excessivo

O consumo excessivo desse tipo de carboidrato pode causar:

· Quadros de hipoglicemia, cujos sintomas são irritabilidade, fraqueza, sono, entre outros.
· Dores musculares, pois a presença de muito carboidrato nos músculos provoca aumento de água entre as fibras musculares, o que ocasiona dor. 
· Ganho de peso indesejável.
· Desconforto gastrointestinal, com presença de flatulências.

fonte:
AVILA F, MARIANA nutricionista.




domingo, 6 de janeiro de 2013

Turma de Condicionamento físico


O prof. Junior Souza está assessorando turma de condicionamento físico na praia do Itararé em São Vicente, todas as sextas feiras às 18hs, enfrente o teleférico os interessados entrar em contato para maiores informações no cel: 13 78141752, id  936*10696


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sexta-feira, 5 de outubro de 2012


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segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Efeito do treinamento concorrente no desenvolvimento da força motora e da resistência aeróbia.


Todas as modalidades esportivas precisam ou exigem uma estrutura de programas de treinamento que concilia força e resistência aeróbia para melhora do desempenho em jogos e competições de cada modalidade.

A intensidade e a duração e frequência ao treinamento são fatores importantes uma está aliada uma a outra para um melhor rendimento.

O treinamento de força ocasiona varias adaptações morfofuncionais especifica que em comparação a resistência aeróbia é completamente diferente.

O treinamento de força potencializa a melhora do aumento de massa magra e densidade óssea e na coordenação inter – intra muscular.

A resistência aeróbia melhora no consumo de oxigênio, melhora da atividade das enzimas oxidativas e estoque de glicogênio intramuscular etc.

Na resistência aeróbia existem duas adaptações central e periférica, a central ocorre a adaptações cardiovasculares, quando a intensidade dos exercícios aeróbios chega a 60% a 80% VO2 max. Quando a adaptação é periférica a intensidade do exercício aeróbio é mais alta ocorre um estado de hipoxia muscular que > 90% VO2 max.
Na mesma forma o treinamento de força ocorrem dois tipos de adaptações, central e periférica.

A adaptação central ocorre em uma intensidade alta (1-5 RM) que resulta em melhoria no componente central (adaptação neural). Já adaptação periférica é de menor intensidade (8-12RM).

As adaptações periféricas e centrais estimula a hipertrofia muscular. Alguns autores falaram que a hipertrofia muscular pode ocorrer com carga alta e menos volume (1-6RM) que promove uma maior adaptação neural (central).

Outros dizem que a hipertrofia muscular é produzida por cargas mais baixa e maior volume (8-12RM) aumentando e promovendo a síntese proteica na fibra muscular.
O treinamento de força 70% 1RM junto com trabalho de resistência aeróbia >90% Vo2max recruta vários tipos de fibra muscular do tipo II fibras rápidas. Fazendo essa combinação TF (70% 1RM) e TRA (90% Vo2max) pode ocorrer um estresse nas fibras musculares utilizadas, com isso, o aumento de força e resistência aeróbia pode ser prejudicado (estes tipos protocolos podem ser utilizados na periodização de treinamento microciclo de choque, por exemplo).

Caso utilize dois protocolos TRA periférico 95% Vo2max e TF 8-12 RM ocasiona um efeito de concorrência estímulos de fibras muscular diferentes. TRA de alta intensidade e TF de baixa intensidade.

Segundo pesquisas TC aumentando o volume e intensidade há uma enorme taxa de cortisol, com isso, a performance do treinamento cai e devido o treinamento ser muito intenso   e volumoso os indivíduos que treinaram durante um período de 12 semanas foi detectado um inicio de overtrainer.

Estudos detectaram que a mulher tem um aumento considerável de cortisol, sendo assim, a diminuição da taxa de testosterona, com isso, ocasionando uma diminuição da força, alem de aumento de catabólicos, os estudos mostram um aparecimento de overtrainer.

No TC a fadiga aguda é provocada em um treinamento aeróbio prejudica o treinamento de força, o estimulo será menor, ocasionando um baixa performance.

Os estudos mostram que a fadiga muscular ocasionada por um treinamento aeróbio prejudica a eficiência no treinamento de força levando uma diminuição significativa em números de repetições máximas, conclui que em TC, a fadiga muscular ocasionada pelo treinamento aeróbio compromete bastante o rendimento no treinamento de força.
Um estudo aplicado, foi elaborado um protocolo com dois grupos, o grupo 1 foi elaborado um protocolo de TRA e TF no mesmo dia durante um período de 4 dias e o grupo 2 foi elaborado outro protocolo de TRA e TF ambos em dias diferentes.

Conclui-se que o grupo 2 houve um ganho de força considerável, sendo que o grupo 1 detectou-se uma fadiga aguda prejudicando os um dos treinamento aplicados TRA e TF.

Temos que levar em consideração que os estudos aplicados com TC foram elaborados em um espaço de tempo curto (10 a 12 semanas).

Baseado nos estudos apresentados pode-se concluir que o rendimento esportivo durante jogos e competições pode ser altamente afetado com a aplicação de protocolos de TC, ou seja, a correta manipulação da força e da resistência aeróbia é essencial para obtenção da máxima performance sem ter queda no rendimento em nenhuma dessas capacidades durante uma periodização do treinamento.

Prof. José Augusto de Souza Junior (JUNIOR SOUZA).
Cref 038557-G/SP

fonte: Revista Mackenzie de Educação Física e Esporte – 2005, 4(4):145-154

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

CINEANTROPOMETRIA – COMPONENTES DA CONSTITUIÇÃO CORPORAL



Aspectos Gerais.

Cineantropometria é definida como estado do desempenho humano em tamanho, forma, proporção, composição e maturação do individuo, o objetivo é entender o movimento humano em vários contextos sendo eles de crescimento, exercícios, desempenho e nutrição.
A cineantropometria é um estudo complexo que envolve uma serie e fatores do cotidiano humano.

Componentes da constituição corporal.

Os componentes de constituição corporal é aferido por medidas antropométricas que são chamadas de somáticas ou morfológicas.
A constituição física é composta por três aspectos que são inter-relacionado em dimensões, estrutura e composição corporal utilizando técnicas antropométricas.
A cineantropometria avalia as dimensões, proporções, formas, tipos e composição corporal do individuo.

Dimensões corporais

São avaliações da estrutura corporal em sua magnitude em proporções como: massa, comprimento, áreas de superfície. As proporções gerais do individuo são avaliadas com técnicas mais especificas.
Essas técnicas são divididas em três tipos: medidas lineares, circunferências e medidas de massas, cada uma em sua especificidade.

·         Medida linear: avalia o individuo em longitude (estrutura, altura do tronco encefálica, comprimento dos membros, transversais, diâmetro e envergadura).
·         Medias de circunferências: avalia o perímetro corporal.
·         Medidas de massa: procura mensurar peso corporal e espessura de dobras cutâneas para observar o grau do tecido celular e a adiposidade.

Porções, formas e tipos corporais.

A antropomentria de acordo com o artigo não é formas de avaliação na medicina e biologia e sim nas artes plásticas que são objetivos de escultores e pintores, historicamente é retratar o corpo humano em sua plenitude.
Alometria é chamada de alteração nos segmentos corporais ou alteração nas formas e diminuições dos tecidos corporais.
Existem três variações no seguimento da alometria são elas: endomorfia, mesomorfia e ectormofia, isso está correlacionado a evolução do individuo através do somatotipos.
·         Endomorficos: são indivíduos com tronco volumoso com massas concentradas no abdome.
·        Mesomorficos: são indivíduos fortes, retangular, com musculatura rasoavelmente desenvolvida e delineada.
·         Ectormoficos: são indivíduos dominantes e lineares (longilíneos).
Na década de 60, implantaram o método antropométrico que estima o somatotipos dos atletas de alta performance, através desse estudo antropométrico e somátotipos dos indivíduos mostra o crescimento e desenvolvimento humano.

Composição corporal.

A composição corporal trata-se de diversas relações à saúde humana, nos quais são relacionadas às doenças e a qualidade de vida.
Em modo geral o estudo trata de vários segmentos em relação ao que compete ao desenvolvimento do individuo.
O estudo da composição corporal é dividido em cinco níveis e todas são ligadas entre si desde a ação das moléculas á dimensões corporais, esses níveis interagem no desenvolvimento do individuo. Cada nível tem sua peculiaridade no desenvolvimento humano.
No estudo da composição corporal foram desenvolvidos varias técnicas para mensurar os níveis de gorduras nos tecidos e exames mais aprofundados para saber avaliar melhor a qualidade de vida do individuo.

Conclusão.

O estudo da cineantropometria já vem sendo desenvolvida há 30 anos, esse estudo esclarece e avalia os indivíduos principalmente a condição para uma pratica esportiva em melhora da qualidade de vida, o estudo tem muita eficácia para mesurar certas valências corporais, contudo observamos que varias citações cientificas são utilizadas para melhor desenvolvimento seu trabalho com mais segurança eficácia tanto na qualidade de vida ou em esportes de alta performance.

Bohme, S. Maria Tereza. Cineantropometria – Componentes da constituição Corporal, Vol. 2 nº1 – 72-79, 2000.  

Prof.José Augusto de Souza Junior
Cref.38557-G/SP

VALIDADÇÃO DE UMA BATERIA DE TESTES DE ATIVIDADES DA VIDA DIÁRIA PARA IDOSOS FISICAMENTE DEPENDENTES.




Introdução

Cerca de 25% dos idosos não conseguem executar atividade de vida diária estudos apontam uma lacuna considerável no meio social e essa tarefa é observada pelo educador físico, cabe ao mesmo elaborar atividades que possam potencializar e resgatar a auto – estima desses idosos.

Capacidades funcionais na velhice.

Pelo que consta tradicionalmente o envelhecimento é um fenômeno estudado e analisado ao logo do tempo. Na população europeia a estatística mostra 28% da população é idosa com a idade superior a 75 anos, no entanto nos países considerados de terceiro mundo cresceu no século XX mais precisamente na década de 50.
Em 1900 dados mostram que 4% da população mundial apresentam igual ou superior a 65 anos, mas no século XXI os dados elevaram para 15 a 20 % e a idade da população eleva ainda mais com indivíduos com mais de 85 anos, desde 1940 mostra que o aumento da população idosa tem crescido  50% a cada década mais precisamente no Brasil esse aumento até 2025 estima-se que terá a sexta maior população idosa no mundo entre 1950 e 2025 o Brasil terá um aumento 15 vezes mais do que a população idosa e a taxa de natalidade aumentará somente 5% no mesmo período.
Citam que 80% das pessoas idosas acima de 65 anos apresentam uma doença crônica, idosos acima de 60 anos tem alguma dificuldade para realizar uma atividade cotidiana.
A expectativa de vida ativa termina quando a saúde de uma pessoa se deteriora a ponto de provocar a perda de sua independência nas atividades de vida cotidiana, tornando-se dependente de algum tipo de assistência.
O idoso perde suas capacidades de AVD e tornam-se dependentes e assim a expectativa de vida ativa torna mais difícil e ocasionando um quadro clinico de varias falências motoras e psicológicas.
Citam-se cinco tipos de categorias de capacidades funcional de idoso:
·         Fisicamente dependente
·         Fisicamente frágil
·         Fisicamente independente
·         Fisicamente ativos
·         Atletas

Avaliação de atividades da vida diária na velhice

Os testes de AVD foram destinados a indivíduos fisicamente ativos e independentes. Para esses indivíduos ativos é possível mensurar níveis de capacidade funcional. Ao longo dos anos vários métodos foram estabelecidos para uma melhor avaliação dos indivíduos idosos, os testes foram evoluindo e começaram a criar protocolos que avaliavam atividade básica da vida diária e atividades instrumentais de vida diária, com isso, as avaliações com indivíduos a realizarem tarefas fáceis e complexas dependendo da atividade proposta.
Ao longo foram outros testes com individuo classificados como fisicamente frágeis ou dependentes dados constam 25% da população mundial tem essa avaliação.
Um dos tipos de teste avalia o desempenho motor e auto-percepção. Os dois testes tem suas vantagens e desvantagens, mas o teste de auto-percepção avalia a parte cognitiva do individuo idosos e esse teste sofre duras criticas devido não ser uma avaliação precisa e concreta podendo haver muita divergências nos testes.

Método.

Foram avaliados 30 idosos 14 homens e 16 mulheres entre 60 a 76anos fisicamente independentes.

Procedimento.

Foram selecionados vários tipos de AVD e com base em analises em alguns relatórios foram selecionados AVD mais frequentes.

Apresentação e discussão dos resultados.

TABELA 1 - Frequência das principais atividades de locomoção realizadas pelos sujeitos
Durante uma semana.

Atividade

Subir e descer degraus de ônibus............................................ 10,07%
Caminhar médias distâncias...................................................... 9,70%
Sentar/levantar e caminhar pela casa......................................... 6,71%
Deitar e levantar-se................................................................... 5,97%
Subir e descer escadas.............................................................. 4,85%
Entrar e sair do carro................................................................. 4,10%
Carregar pesos ...........................................................................1,86%
Total........................................................................................ 43,28%

TABELA 2 - Frequência das principais atividades domésticas realizadas pelos sujeitos durante uma semana.

Atividade

Cozinhar...................................................................................... 8,58%
Lavar louça.................................................................................. 3,36%
Atividades manuais....................................................................... 4,10%
Lavar roupa.................................................................................. 2,61%
Arrumar a cama............................................................................ 1,49%
Varrer a casa................................................................................ 0,75%
Total........................................................................................... 20,9%

TABELA 3 - Frequência das principais atividades de auto-cuidado realizadas pelos sujeitos durante uma semana.

Atividade

Tomar banho............................................................................... 8,20%
Vestir-se...................................................................................... 5,60%
Higiene pessoal........................................................................... 5,97%
Total.......................................................................................... 19,77%

TABELA 4 - Frequência das principais AVD realizadas com dificuldade pelos idosos.

Atividade

Levantar-se do solo...................................................................... 18,18%
Tarefas manuais........................................................................... 18,18%
Caminhar médias distâncias......................................................... 13,6%
Calçar meias.................................................................................. 9,09%
Subir degraus................................................................................ 9,09%
Sentar/levantar............................................................................. 9,09%
Agachar-se..................................................................................... 9,09%
Subir escadas................................................................................. 4,54%
Permanecer em pé........................................................................ 4,54%
Subir em cadeiras.......................................................................... 4,54%
Total ............................................................................................100%
TABELA 5- Freqüência relativa à opinião dos juízes quanto à clareza de descrição dos testes (n = 6).

Classificação            Freqüência (%)
Muito clara                     33,3
Clara                               66,7
Um pouco confusa          0
Muito confusa                 0


TABELA 6- Freqüência relativa à opinião dos juízes quanto à viabilidade de aplicação dos testes (n = 6).

Classificação                        Freqüência (%)
Muito viável                                 66,7
Bastante viável                            33,3
Pouco viável                                   0
Inviável                                           0

TABELA 7 - Freqüência relativa à opinião dos juízes quanto à relação dos testes com AVD (n= 6).

Teste                                                                                           Sim (%)             Não (%)
Caminhar 800 metros                                                                     83,4                   16,6
Sentar e levantar-se da cadeira e locomover-se pela casa               100                      0
Subir degrau                                                                                  100                      0
Subir escadas                                                                                100                      0
Levantar-se do solo                                                                       83,4                  16,6
Habilidades manuais                                                                      100                       0
Calçar meias                                                                                 100                      0


TABELA 8 - Estimativas de p (coeficiente de correlação intraclasse) para a determinação do grau de objetividade dos testes de AVD.

Teste                                                                                                 R              Ri

Caminhar 800 metros                                                                      0,99         0,99
Sentar e levantar-se da cadeira e locomover-se pela casa           0,99        0,99
Subir degraus                                                                                  1,00           *
Subir escadas                                                                                 0,98        0,97
Levantar-se do chão                                                                     0,98      0,96
Habilidades manuais                                                                    0,97      0,94
Calçar meias                                                                                   0,99      0,98

R: estimativa do coeficiente de correlação intraclasse.
Ri: limite inferior do intervalo de confiança do coeficiente de correlação intraclasse.
*: não foi possível realizar o cáculo de Ri para o teste subir degraus, pois o valor do quadrado médio do
resíduo, neste caso, é zero.

TABELA 9 - Estimativas de p (coeficiente de correlação intraclasse) para a eterminação do grau de fidedignidade dos testes de AVD.

Teste                                                                            R             Ri
Caminhar 800 metros                                                 0,97         0,94
Sentar e levantar-se da cadeira e locomover-se     0,96         0,92
Subir degraus                                                            0,94         0,89
Subir escadas                                                            0,92         0,84
Levantar-se do chão                                                0,96         0,92
Habilidades manuais                                                0,74         0,52
Calçar meias                                                              0,87         0,75

Conclusões e comentários finais.

Os resultados foram realizados com idosos fisicamente independentes com capacidade funcional ativa, o enfoque foi AVD de locomoção é a atividade de maior frequência.
O resultado do estudo AVD para pessoas idosas são de extremamente importante, devido a baixa natural da capacidade funcional dos músculos esquelético, as atividade físicas potencializa o individuo para uma melhora da qualidade de vida com isso suas rotinas diárias não são prejudicadas.

ANDREOTTI, R. A. & OKUMA S.S. VALIDADÇÃO DE UMA BATERIA DE TESTES DE ATIVIDADES DA VIDA DIÁRIA PARA IDOSOS FISICAMENTE DEPENDENTES. Rev. paul. Educ. Fís., São Paulo, 13(1): 46-66, jan./jun. 1999.

Prof. Junior Souza
Cref. 38557-G/SP